Primeiro!
Como eu costumo dizer: primeiro o que está primeiro (que me parece uma expressão bonita, embora um pouco lapalissiana, e sempre tem o mérito de lembrar que há prioridades).
E neste caso, o que está primeiro é explicar o nascimento, e depois o nome deste blog. Este blog surge quando eu, querendo inscrever-me aqui para poder escrever comentários no blog do Nelson, sou fortemente incentivada a criar o meu próprio blog. E assim fiz, embora um pouco a contragosto...
A seguir, novo problema: não sabia que nome lhe pôr. Pior: sendo um blog, uma janela aberta por onde outros me vêem, tinha de ser um nome que se pudesse identificar comigo. E havia sempre o risco de algum interlocutor me perguntar: "Porque é que escolheste esse nome?".
Foi esta pergunta que me sugeriu a resposta. Seguindo no fio do meu pensamento, comecei a imaginar que não lhe respondia, e que o meu interlocutor insistia na pergunta, como as crianças quando perguntam pelo jantar. "Ó mãe, o que é o jantar hoje?". "Ainda não sei." "Oh, diz lá..." "Olha: línguas de perguntador!"
E pareceu-me bem...
Porque sou faladora demais, perguntadora demais, e por vezes (admito) respondona... E porque a palavra e a pergunta são para mim a marca fundamental do ser humano, ser que pensa e que procura...
Até qualquer dia.
