Línguas de Perguntador

Quizzes, jogos, e por vezes algumas divagações...

terça-feira, maio 31, 2005

Orações 2

Quando recordei as orações da minha infância (a sequência de orações que eu recitava todas as noites antes de me deitar, ou dizia mesmo com intenção, por vezes), outra das que lembrei era a primeira que eu dizia, depois de me benzer:

Jesus é meu
eu sou de Jesus.
Jesus está comigo
eu estou com Jesus.

Além da sua simplicidade bela, infantil e quase de quadra popular, do seu paralelismo quase poético, debrucei-me sobre o significado. E chamou-me a atenção a primeira frase: Jesus é meu, eu sou de Jesus. Não se trata de estar (Jesus está ao meu lado, e eu sigo a Jesus). Ele é meu e eu sou dEle. Frase com ressonâncias bíblicas, da união de amor entre Deus e o seu povo, de Jesus e da Sua Igreja, do Esposo e da Esposa. "O meu amado é para mim e eu para ele". "Eu serei o seu Deus e eles serão o Meu povo".

Ele é meu e eu sou dEle
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terça-feira, maio 24, 2005

Links (ainda Intermission, ainda Star Wars)

O blog de Darth Vader (não-oficial, não relacionado com a Lucasfilms).

O original e a versão com acrescentos: html e pdf.

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domingo, maio 22, 2005

Intermission - Posta menos séria

O meu pai contava-me que no meio dos filmes costumava haver um intervalo assinalado com a palavra "Intermission". Onde? Não sei. Quando? Na infância/adolescência dele.

Bem, a propósito de filmes, e fazendo um intervalo, deixo uma pergunta àqueles que já foram ver o Star Wars III (eu fui ver no dia da estreia, em pleno Monumental, Lisboa, com bilhetes comprados apenas duas horas antes, e a sala não encheu! Méritos de ir às 16h...)

Bem, cá vai. Quando a imagem abaixo surgiu no grande ecrã, ocorreu-me, nítida, outra imagem de outro filme: o Satanás de "A Paixão de Cristo". Se a memória não me atraiçoa, é a mesma posição semioculta pelo capuz, a mesma expressão, o mesmo olhar... Que vos parece? Terá George Lucas pretendido evocar essa imagem?

Example

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sábado, maio 21, 2005

Orações, e infância

Pois é, nas minhas deambulações pela Net andava eu à procura do Pai-Nosso em latim (quem me conhece certamente me imagina nessas andanças).

Não só o encontrei (versão de 1593, com as suas abreviaturas que ainda mais me deliciam):

Example

como no mesmo local encontrei outras orações em latim, entre as quais esta:

Angele Dei,
qui custos es mei,
me tibi commissum pietate
superna hodie,
illumina, custodi,
rege et guberna.

Amen.

Lembrou-me a minha infância. Todas as noites, antes de deitar, sentada na cama, rezava uma sequência de orações que me havia sido ensinada pela minha Mãe. Quase no fim da sequência (que obviamente começava e terminava com o sinal da cruz), vinha esta, que ali reconheci, apesar das roupagens diferentes:

Santo anjo do Senhor,
meu zeloso guardador,
pois a ti me confiou a piedade divina,
hoje e sempre me rege, guarda,
governa e ilumina.
Amen.

A versão da minha infância não é bem igual à latina. Não tem a mesma beleza luminosa e limpa do latim. Tem palavras a mais. Aos meus olhos de 28 anos de idade, soa um pouco barroco. Mas... ao reconhecê-la (sobretudo pelos verbos finais: illumina, custodi, rege et guberna) recordei a minha sequência infantil de orações ao deitar (aliás, recordei duas: uma de quando era mais pequena, em que ainda não recitava/rezava esta oração, e a sequência posterior, que já continha esta) e compreendi que fazia muito mais sentido do que eu podia entender então...

Voltarei a este tema em posts futuros. Mas desde já peço: se passar por aqui alguém que saiba latim (Confessionário?), por favor escreva-me nos comentários a tradução directa, o mais directa possível (sem os artifícios literários do português, mesmo que fique dura) desta oração...

(Em particular queria saber se aquele superna tem a ver com a piedate ou com o hodie...)

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terça-feira, maio 10, 2005

Congo

No Congo, a guerra trouxe também violações em massa e a destruição do sistema de saúde. As consequências são descritas no seguinte artigo (Aviso: contém descrições que podem chocar):

Aqui.

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sexta-feira, maio 06, 2005

Questionário

Fui desafiada para este questionário. Desde já obrigada por me quereres dar uma força e gostares de mim, apesar de não me conheceres, Confessionário. Mas chega de agradecimentos. O que os meus leitores querem (ou não) é ver as respostas. Cá vai:

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Nunca li o Fahrenheit 451. Se o que ouvi ou li por aí (rima não-intencional) é verdade, é uma sociedade onde os livros são destruídos (por razões políticas), e no fim do livro há pessoas que se comprometem a decorar um livro cada uma. Se é isso, custar-me-ia a escolher um livro para decorar. Gosto muito de ler e esse mundo seria um inferno para mim. Não sei se seria capaz de tal, mas talvez quisesse decorar o livro de Salmos (o da Bíblia, sim). Quereria, isso sim, decorá-los cantados, e pediria a outras pessoas para o decorarem comigo, dado o risco de se perder quando eu ficasse muda, incapaz de cantar, ou morresse.

Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por uma personagem de ficção?
Francamente, não. Nunca fui de ficar apanhadinha por "pessoas de papel" (personagens de livros e filmes, ou mesmo actores e gentes que só poderia ver nas revistas). Nem sequer no turbilhão hormonal da puberdade... Se queria apreciar um corpo, apreciava entre os colegas de escola, que sempre os podia ver ao vivo. Se queria uma personagem para sonhar acordada, inventava-a eu. É contudo verdade que por vezes usava características de personagens de ficção de livros ou séries de TV para as recriar nas minhas, mas recompunha-as e misturava-as.

Qual foi o último livro que compraste?
Acho que foi um pacote de livros que comprei, todos juntos, numa feira do livro na Estação do Oriente, com um bom desconto. Eram dois do Miguel Torga (Câmara Ardente e O Outro livro de Job); dois de contos tradicionais algarvios, editados por uma Câmara Municipal, creio; um de cantigas de escárnio e maldizer e uma edição bilingue do Cântico dos Cânticos: do lado esquerdo o hebraico, que infelizmente não sei ler, do direito a tradução mais ou menos literal, pela ordem do hebraico e sem transpor as figuras de estilo (o que torna o português estranhíssimo, difícil de ler, mas ainda assim belo).
Ah, depois disso comprei um mini-livro com a Carta Apostólica "Fica connosco, Senhor", de João Paulo II.

Qual o último livro que leste?
Inteiro? Além daqueles que listei acima (os últimos que comprei), não sei. Agora ando com pouco tempo... E tenho uma série de livros inacabados entre mãos.

Que livros estás a ler?
Em estudo passo os olhos por alguns, mas não os leio de fio a pavio, apenas os capítulos ou parágrafos de que preciso. Procuro ler um pouco da Bíblia todas as semanas (nem sempre consigo). Entre os livros inacabados tenho "A esmeralda partida", de Fernando Campos, "O silêncio de Maria", de Inácio Larrañaga (peço mil perdões aos amigos que mos emprestaram por ainda não os ter devolvido...) e "O regresso do filho pródigo", de Henri Nouwen.

Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
Outra difícil. Também preferiria levar pessoas. Mas talvez a Bíblia, um guia de sobrevivência com figuras das plantas comestíveis e das a evitar, e não sei que mais. Não consigo imaginar-me tanto tempo sozinha.

A quem vais passar este testemunho (3 pessoas) e porquê?
Tem que ser gente com blogs? É que os amigos a quem gostaria de o perguntar não têm blogs, quase todos... Donde, permita-se-me a heresia de passar o testemunho a pessoas sem blogs (a quem peço que respondam nos comentários deste post), e já agora, heresia por heresia, passá-lo a mais de 3 pessoas...

1) Ao Nelson (se leres isto, podes responder nos comentários)
2) Ao Gonçalo D.
3) Aos meus amigos e comentadores assíduos (A.R., G.P., C.P., e quem mais quiser responder).


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