Fui desafiada para este questionário. Desde já obrigada por me quereres dar uma força e gostares de mim, apesar de não me conheceres, Confessionário. Mas chega de agradecimentos. O que os meus leitores querem (ou não) é ver as respostas. Cá vai:
Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Nunca li o Fahrenheit 451. Se o que ouvi ou li por aí (rima não-intencional) é verdade, é uma sociedade onde os livros são destruídos (por razões políticas), e no fim do livro há pessoas que se comprometem a decorar um livro cada uma. Se é isso, custar-me-ia a escolher um livro para decorar. Gosto muito de ler e esse mundo seria um inferno para mim. Não sei se seria capaz de tal, mas talvez quisesse decorar o livro de Salmos (o da Bíblia, sim). Quereria, isso sim, decorá-los cantados, e pediria a outras pessoas para o decorarem comigo, dado o risco de se perder quando eu ficasse muda, incapaz de cantar, ou morresse.
Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por uma personagem de ficção?
Francamente, não. Nunca fui de ficar apanhadinha por "pessoas de papel" (personagens de livros e filmes, ou mesmo actores e gentes que só poderia ver nas revistas). Nem sequer no turbilhão hormonal da puberdade... Se queria apreciar um corpo, apreciava entre os colegas de escola, que sempre os podia ver ao vivo. Se queria uma personagem para sonhar acordada, inventava-a eu. É contudo verdade que por vezes usava características de personagens de ficção de livros ou séries de TV para as recriar nas minhas, mas recompunha-as e misturava-as.
Qual foi o último livro que compraste?
Acho que foi um pacote de livros que comprei, todos juntos, numa feira do livro na Estação do Oriente, com um bom desconto. Eram dois do Miguel Torga (Câmara Ardente e O Outro livro de Job); dois de contos tradicionais algarvios, editados por uma Câmara Municipal, creio; um de cantigas de escárnio e maldizer e uma edição bilingue do Cântico dos Cânticos: do lado esquerdo o hebraico, que infelizmente não sei ler, do direito a tradução mais ou menos literal, pela ordem do hebraico e sem transpor as figuras de estilo (o que torna o português estranhíssimo, difícil de ler, mas ainda assim belo).
Ah, depois disso comprei um mini-livro com a Carta Apostólica "Fica connosco, Senhor", de João Paulo II.
Qual o último livro que leste?
Inteiro? Além daqueles que listei acima (os últimos que comprei), não sei. Agora ando com pouco tempo... E tenho uma série de livros inacabados entre mãos.
Que livros estás a ler?
Em estudo passo os olhos por alguns, mas não os leio de fio a pavio, apenas os capítulos ou parágrafos de que preciso. Procuro ler um pouco da Bíblia todas as semanas (nem sempre consigo). Entre os livros inacabados tenho "A esmeralda partida", de Fernando Campos, "O silêncio de Maria", de Inácio Larrañaga (peço mil perdões aos amigos que mos emprestaram por ainda não os ter devolvido...) e "O regresso do filho pródigo", de Henri Nouwen.
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
Outra difícil. Também preferiria levar pessoas. Mas talvez a Bíblia, um guia de sobrevivência com figuras das plantas comestíveis e das a evitar, e não sei que mais. Não consigo imaginar-me tanto tempo sozinha.
A quem vais passar este testemunho (3 pessoas) e porquê?
Tem que ser gente com blogs? É que os amigos a quem gostaria de o perguntar não têm blogs, quase todos... Donde, permita-se-me a heresia de passar o testemunho a pessoas sem blogs (a quem peço que respondam nos comentários deste post), e já agora, heresia por heresia, passá-lo a mais de 3 pessoas...
1) Ao Nelson (se leres isto, podes responder nos comentários)
2) Ao Gonçalo D.
3) Aos meus amigos e comentadores assíduos (A.R., G.P., C.P., e quem mais quiser responder).
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