PublicoOnline, hoje
"Monte Kilimanjaro sem neve e gelo
O monte Kilimanjaro está sem neve e gelo pela primeira vez nos últimos 11 mil anos. Segundo a organização Climate Change, que distribuiu a fotografia aos ministros da Energia e do Ambiente que estão reunidos em Londres para discutir as alterações climáticas, este facto confirma a rápida mudança em curso sobre o maciço vulcânico, que tem 5892 metros e está situado entre o Quénia e a Tanzânia." Repito para mim mesma: "o clima não está a mudar. Isto é apenas uma sequência de acasos infelizes... Ainda vai chover antes da época dos incêndios."
Porque é que não me sinto mais tranquila?
Etiquetas: Coisas_sérias
2 Comentários:
Logo à partida pressupor que as alterações climáticas são acasos infelizes presupõe sentir uma ameaça à nossa própria felicidade ou bem estar. Esta é a única e principal razão porque as sociedades se decidem a tomar uma qualquer medida: - o gene egoísta - só quando a 'minha' vida ou a vida da espécie se depara como ameaças!!!... Bom, estas coisas acontecem como processo natural, ainda que isso implique um estimulo 'artificial' (poluicão. etc)a acção do Homem; o problema aqui é que nos sentimos culpados por ameaçar a nossa própria felicidade, muitas vezes mais culpados do que pensando na perturbação do ecossistema, por si mesmo. Se virmos bem somos, em tudo, antropocentricos... mas em todo caso somos insignificantes, como coisas em que raramente pensamos,ou que simplesmente desconhecemos, como uma cultura de bactérias.
Se olharmos menos para o nosso umbigo rápidamente reparamos que ao fim e ao cabo a nossa escala espaciotemporal é patética e que as nossas preocupações são também patéticas. Por isso mesmo tudo é sublime, é uma enorme dádiva e detém beleza; será este o primeiro passo para respeitar as coisas do mundo. É também por aí que me simto triste: quando algo desvirtua ou perverte essa realidade, ainda que isso seja inevitável.
Logo à partida pressupor que as alterações climáticas são acasos infelizes presupõe sentir uma ameaça à nossa própria felicidade ou bem estar. Esta é a única e principal razão porque as sociedades se decidem a tomar uma qualquer medida: - o gene egoísta - só quando a 'minha' vida ou a vida da espécie se depara como ameaças!!!... Bom, estas coisas acontecem como processo natural, ainda que isso implique um estimulo 'artificial' (poluicão. etc)a acção do Homem; o problema aqui é que nos sentimos culpados por ameaçar a nossa própria felicidade, muitas vezes mais culpados do que pensando na perturbação do ecossistema, por si mesmo. Se virmos bem somos, em tudo, antropocentricos... mas em todo caso somos insignificantes, como coisas em que raramente pensamos,ou que simplesmente desconhecemos, como uma cultura de bactérias.
Se olharmos menos para o nosso umbigo rápidamente reparamos que ao fim e ao cabo a nossa escala espaciotemporal é patética e que as nossas preocupações são também patéticas. Por isso mesmo tudo é sublime, é uma enorme dádiva e detém beleza; será este o primeiro passo para respeitar as coisas do mundo. É também por aí que me simto triste: quando algo desvirtua ou perverte essa realidade, ainda que isso seja inevitável.
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